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Nesta segunda-feira, 31, entra em vigor o reajuste dos preços dos medicamentos em todo o país. Aprovado pela Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED), foi estabelecido o reajuste máximo de 5,06% para o Nível 1; de 3,83% para o Nível 2; e de 2,60% para o Nível 3. Esses percentuais, que correspondem à inflação medida pelo IPCA em 12 meses encerrados em fevereiro, funcionam como um teto para as farmacêuticas.
Como esperado, o aumento foi escalonado, chegando a um reajuste médio de 3,83%, sendo o menor desde 2018.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado do Rio Grande do Sul (Sinprofar RS), Leomar Rehbein, ressalta que nem todos os aumentos ocorrem pelo teto definido pela CMED, destacando, também, que o reajuste não é automático, ou seja,não significa que todos os medicamentos estarão com preços mais elevados a partir de 1º de abril.
“O reajuste é aplicado sobre a maioria dos medicamentos vendidos no país, que têm preços regulados. Em alguns casos, os preços são liberados. As farmácias podem repassar até 5,06% de reajuste de uma vez ou “parcelar” esse aumento ao longo do ano, sempre respeitando o patamar estabelecido pela Câmara de Regulação”, enfatiza Leomar Rehbein.
O índice de reajuste é definido pela CMED com base na inflação dos últimos 12 meses (IPCA) e outros fatores, como a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação (como o câmbio e tarifa de energia elétrica) e a concorrência de mercado.
Para os consumidores que terão que lidar com novos preços, o presidente do Sinprofar RS recomenda que eles evitem comprar por impulso e façam uma boa pesquisa sobre os valores, buscando os mais acessíveis ao seu orçamento.
“Vale lembrar que a grande maioria das farmácias possui ainda programas de fidelidades com benefícios importantes para os consumidores, o que ameniza o reflexo do reajuste. Há, ainda, o cadastramento em programas dos laboratórios, aceitos em muitas farmácias que geram economia de até 70%”, comenta Leomar.
O presidente do Sinprofar RS destaca, ainda, que há a necessidade da questão dos reajustes dos medicamentos ter uma revisão, pois o setor farmacêutico é, hoje, o único segmento de bens de consumo regido por controle de preços no país.
“O modelo atual traz dificuldades para que os estabelecimentos farmacêuticos possam equilibrar suas contas, uma vez que na série história o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo do IPCA Sabemos do impacto de reajustes de preços no orçamento das famílias, mas para o setor farmacêutico quanto menor for o valor do medicamento, maiores são os desafios e obstáculos para manter o equilíbrio financeiro”, conclui Leomar Rehbein.
Escrito por Jornalismo Radio Santa Cruz
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