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Fraport estima que ao menos 4,7 mil voos foram cancelados no Aeroporto Salgado Filho em maio

today28/05/2024 21

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A interdição das operações no Aeroporto Salgado Filho resultou em ao menos 4,7 mil voos cancelados no terminal entre os dias 3 e 30 de maio, conforme levantamento da Fraport Brasil. Desta forma, foram mais de 570 mil passageiros afetados no período em função da enchente que atinge a capital gaúcha. Além disso, nos últimos dias, uma força-tarefa da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) tem ajudado na drenagem da água que está sobre pista do aeroporto.

Ainda segundo a Fraport Brasil, apesar da retomada dos cinco voos comerciais diários na Base Aérea de Canoas, o número de voos comerciais por dia no Salgado Filho, em média, entre pousos e decolagens, era de 165 viagens. Apenas nos primeiros dias, entre 3 e 7 de maio, foram 695 voos cancelados, com 86 mil passageiros afetados. Após, foram cerca de 4 mil pousos e decolagens que deixaram de acontecer no terminal, resultando em 490 mil passageiros afetados.Além do prejuízo com operações, há também os danos estruturais no aeroporto. Uma equipe da Fraport já teria realizado uma estimativa de prejuízo financeiro e encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), junto com o pedido de renegociação do contrato de concessão. Também teve início os trabalhos de avaliação das condições do terminal, feito por uma seguradora. A previsão é de retorno das operações no aeroporto de Porto Alegre apenas depois de setembro.

Arrozeiros ajudam a drenar água da pista

No último sábado, a Fenarroz instalou equipamentos na região do aeroporto para ajudar na drenagem da água que está sobre a pista. Os tratores, bombas de irrigação e demais equipamentos foram cedidos por arrozeiros e empresas do setor agrícola para ajudar na redução do tempo de escoamento das áreas alagadas da capital.

Conforme o presidente da Fenarroz, Alexandre Velho, além do Salgado Filho, voluntários estão auxiliando em pontos do bairro Ancheita, Huimatá e Sarandi, em Porto Alegre, e em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, em conjunto com órgãos municipais. “Uma das especialidades do produtor de arroz é colocar e tirar água das propriedades. Nós percebemos que essa ligação dos arrozeiros e das empresas de máquinas poderia ajudar o setor público na retirada dessa água para que as pessoas possam retomar as suas vidas e os seus negócios”, contou.

O relacionamento dentro do setor permitiu, segundo ele, que dezenas de tratores fossem encaminhados para ajudar na remoção das águas. Muitos arrozeiros, inclusive o presidente, cederam bombas para a ação. Uma das empresas parceiras adiou a exportação de seis equipamentos de irrigação para utilizá-los na drenagem da água. “Tivemos uma redução significativa no volume da enchente no aeroporto. Precisamos continuar drenando dia e noite para antecipar o funcionamento, não só do terminal, mas de toda a região. A nossa ideia é agilizar”, finalizou.

Fonte: Correio do Povo

Escrito por Jornalismo

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